De solo degradado a oásis verde: a restauração ecológica que começou de dentro
Veja como o Heartfulness Institute alia meditação a ações práticas de regeneração ambiental.
Em 2015, a área era considerada imprestável: cerca de 1.500 acres de terra degradada nos arredores de uma cidade indiana, com pouco mais de 200 árvores, solo poroso incapaz de reter água ou nutrientes, e o lençol freático a 1.200 pés de profundidade. A agricultura havia parado nos vilarejos ao redor. Menos de dez anos depois, esse mesmo terreno — hoje conhecido como Kanha Shanti Vanam, sede do Heartfulness Institute — tornou-se um caso de estudo em restauração ecológica.
Sede mundial do Heartfulness Institute, Kanha Shanti Vanam é o reflexo vivo da filosofia Heartfulness. O que antes era uma extensão de terra árida e seca na Índia foi extraordinariamente restaurado e transformado em um oásis verde sustentável, onde hoje abrigam-se mais de meio milhão de árvores e o maior centro de meditação do mundo.
Esse ecossistema regenerado simboliza como a visão consciente e a responsabilidade ecológica podem dar nova vida a ambientes desgastados — servindo como um cenário inspirador e tangível para discutir o florescimento humano e a liderança do futuro.
O trabalho de recuperação
Estruturas de captação de água da chuva e a criação de lagos elevaram o lençol freático em cerca de 1.000 pés. Mais de 200 mil árvores compõem hoje a paisagem — algumas já com 15 a 18 metros de altura —, entre elas mais de mil espécies nativas e endêmicas, incluindo cerca de 80 espécies ameaçadas ou em risco de extinção. Mais de 170 espécies de aves, entre elas migratórias, já foram registradas na região. A agricultura voltou a ser viável em Kanha e em cerca de 50 vilarejos vizinhos.
Além da restauração ambiental, vale a reflexão: por que uma organização investiria em ecologia, meio ambiente e agricultura? A resposta passa por uma ideia central do Heartfulness — a de que a transformação interior só tem valor real se puder ser verificada nas ações concretas de quem a vivencia. Um argumento reforçado por uma proposta atribuída a Daaji: a de que, entre os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, faltaria nomear a causa-raiz de boa parte deles — o que ele chama de “poluição do pensamento”, associada à ganância, ao egocentrismo e à indiferença.
Hoje, Kanha Shanti Vanam abriga mais de 200 iniciativas nas áreas de ecologia, agricultura, educação, saúde, geração de renda, esporte e pesquisa, sustentadas majoritariamente por trabalho voluntário de praticantes. É o tipo de relação com o planeta que o Heartfulness gostaria de ver replicada.
Para saber mais: o artigo completo, The Outer Life of Inner Transformation, está disponível na Heartfulness Magazine.
